Olá, pessoal! Tudo bem? Por aqui, tudo certo! Muito feliz em compartilhar com vocês um artista que conheci há bem pouco tempo, mas que já recomendo fortemente: André Whoong. Se quiserem ouvir o álbum dele completo, é só clicar aqui. Se quiserem ler a nossa entrevista, só seguir adiante =) Boa leitura/audição!

Subterrânea: Quem é André Whoong?

André Whoong: Acho que sou eu.

Subterrânea: Como surgiu a música “Vou parar de beber?” Foi a primeira do disco a ser composta, certo?

André Whoong: Na verdade o “1985” compila algumas ideias musicais antigas só que sempre se mantiveram como rascunho. Então na hora de gravar o disco eu consultava minha memória pra resgatar alguma ideia que eu já tive e seria legal usar no momento.

A “Vou Parar de Beber” foi a primeira música que eu fiquei feliz com o resultado e consegui achar um jeito meu de fazer música. Nessa narrativa informal. E quando eu a fiz eu estava numa baita ressaca moral e física. Saiu tudo feito um vômito verbal… Foi fácil falar sobre o que eu tava sentindo. E então eu vi que sair falando nas músicas poderia dar certo. Costumo falar muito e muito rápido também.

https://www.youtube.com/watch?v=yiJDcwfvsF4

Subterrânea: Explica pra gente como funciona esse instrumento que aparece no clipe? Você compõe direto nele?

André Whoong: Ele é demais, né? Ele é bem fácil. Tem todos os acordes maiores e menores. E do lado tem uma tirinha que você passa o dedo e ele faz o arpejo do acorde. TODO LUGAR que eu levo ele todo mundo fica muito intrigado. Ele tem um quê nostálgico. Tanto na sonoridade, como no visual.

Quando comecei a compor o “1985” eu tinha acabado de comprar o Omnichord, portanto, fiz questão de encher o disco com ele. Tava apaixonado por ele. Ele é muito maneirinho mermo.

Subterrânea: Ouvindo o seu álbum fiquei sorrindo e pensando na beleza das coisas pequenas e cotidianas. Esse universo de sutilezas. O disco fala bastante sobre isso, não? Sobre o seu dia a dia.

André Whoong: Fala muito sobre isso. Eu sempre fui muito observador. Do tipo de te ver e saber que você cortou dois fios de cabelo ou que faz seis anos que você tá nesse trabalho novo. Acho que isso reflete no meu modo de ver o mundo e até de compor.

A “Ócio Criativo” trata muito sobre isso. Eu TODA vez saio de casa e acho que deixei a porta aberta. Mas aí é uma baita contradição pois sou mega observador… Porra… Viver é engraçado mesmo.

https://www.youtube.com/watch?v=3eKJmkRtL5s

Subterrânea: O seu álbum foi lançado pelo selo da Tiê, o Rosa Flamingo. Quais vantagens você vê em lançá-lo dessa forma?

André Whoong: A Tiê é um amor de pessoa, muito obstinada, competente, criativa, ativa e cuidadosa. Ela me ajuda muito a tocar minha carreira e sempre me faz enxergar as coisas de forma sóbria. Eu sou fogo de palha total! Animo com tudo e às vezes até demais. A Tiê me fala: “Você tá viajando, volte duas casas”. Hahaha

Subterrânea: Indique pra gente um artista brasileiro e independente que você anda ouvindo.

André Whoong: Sara Não Tem Nome tá com um disco lindão e ela acabou de vir pra SP pra fazermos show juntos. Ela é foda.

https://www.youtube.com/watch?v=PtEXbFhvG28

 

Entrevista por Mariana Bartz, caça talentos da Subterrânea 😉
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